Nada a perder

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Mensagem por Atena em Sab Nov 10, 2012 10:50 am


Uma missão inesperada virá.
Todo Olimpo dependerá de um Herói,
Seus desafios poucos deuses conseguiriam
Alma do mais corajoso partirá.

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Meu melhor amigo tem pernas de cabra. Cap. 1

Mensagem por Atena em Sab Nov 10, 2012 11:04 am


Por que eu? De todos no mundo parece que apenas eu sei o que é ter TDAH e dislexia ao mesmo tempo. Da última vez que me lembro, isso atrapalhou bastante em minha vida, ler em publico, por exemplo... Não sou a ‘queridinha do professor’, na verdade acho que todos do corpo decente me odeiam, com uma pequena exceção da professora de inglês, ela sim eu tenho absolutamente certeza que me mataria na primeira chance.
Minhas notas são consequentemente ruins, não sei, mas parece que por mais que minha nota seja A+, ela faz o favor de escrever um F de caneta vermelha, assim como todos os outros professores do internato.
Os outros alunos parecem me ignorar, menos Jeremy. Ele não era forte nem nada, muito pelo contrario, Jeremy era muito desastrado. Ele só andava mancando e usava um boné estranho para cobrir seus cachos castanhos.
Eu? Eu sou uma garota de doze anos que já foi expulsa pelo máximo de escolas possíveis quando se está apenas na sexta série. Ou seja, umas três ou quatro. Meu cabelo tem um tom um tanto escuro, de algum jeito um castanho bastante parecido com preto. Liso com poucos cachos nas pontas. Meus olhos são estranhos... Sim, eles são meio pretos azuis, não sei um azul marinho talvez? Não importa. Minhas roupas um tanto desleixadas, uniforme da escola mais largo e um All Star preto.
Estava quase terminando a maldita aula de matemática quando a diretora entra pela porta.
-Lilly Marshall, Jeremy Andrews e Abigail Campbell, em minha sala, façam o favor.
Reviro os olhos quando ela diz meu nome, sim é realmente Lilly, um nome que eu tenho um tanto de desgosto, parece que eu sou uma flor. Isso não me agrada. A diretora, Srta. Smith, não é o que se chamam de ‘agradável’, ela devia ter uns cinquenta anos de idade e obrigava à todos que lhe chamassem de senhorita. Eu sei que ela está ciente da bomba fedorenta que eu coloquei no dormitório de Abigail.
A pessoa mais chata de toda a escola é Abigail Campbell, ela tinha um cabelo descolorido e olhos verdes. Ela mais parecia uma hiena de maquiagem. Sua amiga falsa, Makenzye, era igual, elas não desgrudam uma das outras, e adoram humilhar os outros. Makenzye tinha ficado inconsciente por efeito da minha bomba fedorenta.
Finalmente levanto-me da minha carteira, uma das últimas da fileira, encostada na parede que dava para as janelas. Olho para Campbell com um sorriso maldoso no rosto, por mais que seja a pessoa mais ignorante que eu conheço, ela sabe que eu meti ela no meio da confusão, e que está encrencada.
Olho para Jeremy com um ar vitorioso, ele sabia que meu plano estava dando perfeitamente bem. Só ele sabia qual era meu objetivo com aquele plano, e só ele também - dos meninos – sabia quanto Abigail era idiota e insuportável.
Reviro os olhos quando a diretora encosta sua mão enrugada e suas unhas sujas em minha linda jaqueta de couro. Percebo que Makenzye está bem atrás dela, o que pareceu animar a hiena de maquiagem.
-O que você quer agora, Senhorita Smith? – pergunto à diretora. Eu já estou muito bem acostumada com os ‘’blá blá blás’’ dela, como suspensões por pequenas peças que eu preguei.
- Algo que só pode ser resolvido em minha sala, Marshall. – um tom de arrogância pode ser facilmente percebido em sua voz. Jeremy me olha nervoso, como se achasse que a bomba fedorenta não era a questão.
Caminhamos em direção à sala mais mal decorada que há na escola. O papel de parede é rosa com pequenos gatinhos em diversas posições. Os moveis parecem ter mais de cem anos, além de terem sidos comprados por uns poucos dólares. Sento em uma cadeira de madeira rústica com acolchoamento de couro velho, bem ao lado de uma idêntica a essa onde Jeremy se sentou. Ao lado dele Abigail e uma Makenzye deformada encontravam-se de pé.
-Fala logo o que quer Smith. – repeti. Jeremy me lançou um olhar alarmante, como se eu, Lilly Marshall, tivesse que ter medo de uma simples diretora.
-Quero a morte de vocês, meio-sangue, principalmente desse sátiro estúpido. - ela olhou para Jeremy, que parecia cada vez mais nervoso.
- Nem venha falar mal de mim, quem é a velha aqui é você. E espere... Meio-sangue, sátiro? De que diabos você está falando? Jeremy! Você sabe não é mesmo? Por que não me contou, do que a Smith ta falando? E vocês duas, são o que?- desabafei, eu tenho um péssimo habito de falar extremamente rápido quando estou nervosa.
- Calma, Li, depois... Depois eu te explico... – Jeremy me assegurou. – Precisamos ir, Magenta, você sabe, elas precisam partir, deixe-me leva-las. - Ele havia dito o primeiro nome da velha, o que era estranho.
- Você sabe que já teve a sua chance. E fracassou. Vão, tenho certeza que não conseguirão, morrerão antes disso. Não me decepcione Andrews, não mais. – ela consegui dizer ‘fracassou’ da pior forma possível, talvez não pareça, mas eu realmente me importo com Jeremy, e naquele momento a diretora havia realmente abalado ele.
- É bom ter passado para o lado de Zeus... Fúria. – ele gaguejou.
- Ainda me arrependerei. – enquanto ela disse isso, a escola balançou em sons de um trovão. -Ok, ok, eu não em arrependerei. – corrigiu, com desprezo. –Arrumem suas coisas e saiam, antes que eu não deixe mais.
- HEY, Para tudo, para onde nós vamos? – Perguntei após de um ‘sonho’. É, isso sempre ocorre comigo, eu sonho enquanto estou acordada, não sei bem se são sonhos, mas, com toda certeza não fazem sentido algum.
- Para o acampamento, ande logo, temos que sair antes do por do sol. – ele disse como se fizesse algum sentido. – Até Magenta, obrigado, mas não creio que criaturas como Makenzye consigam passar pelas barreiras do Acampamento.
- Você sabe que eu não posso, sátiro imbecil – disse Makenzye em um tom agressivo.
- Ei, não fale assim com ele Makenzye, e a propósito, Abigail terá que ir conosco? – disse eu.
-Sim, vamos logo. –Jeremy esta muito além de nervoso essa hora, decidi perguntar o ‘resto’ depois. Este resto é praticamente tudo.
Sai correndo da sala em direção a meu dormitório, puxei minha mochila de aula e joguei todos os livros para fora dela, abri o guarda roupa e coloquei o máximo de roupas, que não eram estúpidos uniformes, em minha mala. Uns dois ou três tênis acompanharam as roupas, todas amassadas e jogadas. Troco de roupa, afinal, não iria usar o uniforme. Coloquei uma blusa larga e cinzenta, um calça jeans folgadas, meu habitual All Star, e minha perfeita jaqueta de couro preta.
Encontro Abigail, sem maquiagem, e Jeremy, sem calças e sem o boné, conversando perto da entrada dos fundos da escola. Eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, mas percebi que algo de estranho estava acontecendo. Jeremy sem calças? EPA, desde quando ele tem pernas de carneiro? E chifres? Patas?
-Ei! – gritei o mais alto que pude para chamar a atenção deles. – Jeremy?! Você é metade cabra?
- Bode, sou metade bode, metade humano, um sátiro, Li. – ele respondeu parecendo ofendido.
- Arrumaram suas coisas? – perguntei. – Tão rápido, não esperava isso de você, Abigail.
Ela revirou os olhos e partiu à frente, marchando.
-Vamos!- disse Jeremy, bastante animado.
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